Um mês em casa

Hoje faz 1 mês que deixamos Australia e chegamos no Brasil, sim no mesmo dia, acho o máximo o fuso, embora seja dolorido nos primeiros dias.
E a nossa vida voltou ao eixo rapidamente. Nem imaginavamos que ia ser tão rápido.
Passamos sete meses fora do país e infelizmente nada mudou por aqui.
Nós que mudamos muito, estamos olhando e sentindo o mundo e nossa vida de forma diferente. E estamos adorando este novo olhar.
Quem sabe daqui a alguns anos não faremos isso novamente...quem sabe?

Voltamos à vida de "trouxa"

Ficamos quatro dias em Ribeirão com a família, não deu nem tempo para ver os amigos, e fomos a São Paulo para particpar de entrevistas de trabalho, alugarmos apartamento enfim voltar a nossa vida de "trouxas".
Semana corrida, mas conseguimos fazer tudo que tinhamos planejado e até o não planejado, conseguimos os empregos e já começamos a trabalhar na segunda-feira.
Caramba não deu nem para ter umas férias da vida da Austrália...hehehe

A chegada surpresa

Antecipamos cinco dias a nossa volta e não avisamos ninguém do Brasil, resolvemos fazer surpresa para a nossa família e amigos.
Foi uma emoção só.
Quando chegamos em São Paulo, ainda tinhamos o trecho pra Ribeirão, o Má ligou para o Sr. Garcia (o sogrão) e avisou que já estavamos em solo brazuca e que em poucas horas estavamos chegando em casa e fez o pedido: - Prepara uma comidinha gostosa pra gente.
Pedido atendido, fomos recepcionados por um delicioso churrasco.
Humm delicia total, chegar em casa, matar a saudade das pessoas tão caras pra nós e comermos uma comidinha gostosa.
Nossa estada na Australia foi perfeita, não tivemos problema com a homestay (que é muito comum), não tivemos problemas de saúde, fizemos uma viagem tranquila tanto na ida quanto na volta, conhecemos pessoas incriveis e tivemos contatos com várias culturas.
Só temos que agradecer a Deus e ao universo a tudo que vivemos.

"Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de brahma prá gelar, muda a roupa de cama
Eu tô voltando
Leva o chinelo prá sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar...
...Quero lá lá lá iá, lá lá lá lá lá iá, porque eu tô voltando"

Chico Buarque

Últimos dias em terra Aussie

Os últimos dias foram com cara de férias, muito passeio, encontros e despedidas dos amigos feitos na Australia.
Conhecemos lugares que não tinhamos ido, como Palm Beach e Aquarim e voltamos a famosa e badalada Bondi.
Na quinta-feira (30/07) fomos a Palm Beach, última praia de Sydney, a praia é bonita, mas nada de tirar o folego, o caminho sim é belíssimo. Passamos boa parte do dia na praia e depois fomos ao DFO, shopping outlet.
Na sexta-feira (31/07) fomos ao Aquarium. Foi muito legal ver ao vivo os "personagens" do filme Procurando Nemo, adorei ver a tartaruga, é identica a do filme. Depois do Aquarium, fomos passear no Darling Habour e no Paddy's.
No sábado (01/08) Feijoada na casa da Estela e Roger. Fomos nós e a Cris e o Guilherme. Tava uma delícia a comida e a companhia. Ai... como foi gostoso o dia.
No domingo (02/08) foi a despedida do Restaurante Churrasco e dos amigos Cris, Guilherme, Patrícia e Renato. Comemos tanto e nos divertimos muito.
Na segunda-feira (03/08) passamos o dia com a Estela e Roger, almoçamos juntos e fomos a Bondi.
Na terça e último dia fomos a biblioteca e preparamos nossas coisas e a noite tivemos um jantar com o Steve e Kim (namorada do Steve) com direito a luz de vela. Maravilhoso! Tiramos fotos e nos despedimos da Kim.
Na quarta saímos cedinho da homestay. O Roger nos levou no aeroporto e nos despedimos do Steve e da Skisha. O voo saiu pontualmente as 10:30 da manhã.

Dirigimos na mão contrária

No Post de Canberra esqueci de colocar que fomos de carro e que dirigimos na mão contrária.
Umas das coisas que queria muito fazer aqui era dirigir, para ver o que aconteceria.
Nada de especial, apenas nos primeiros quilometros sentir uma forte tensão, um suador e adrenalina lá na Lua.
Depois de muito trocar a seta pelo limpador de parabrisa, o lado do freio de mão e o retrovisor do meio ser só um mero acessório (este durante todo o tempo, usavamos os das portas), o saldo foi super positivo, pois não fizemos nenhuma barberagem e não levamos buzinadas (se bem que não dá para levar muito em conta, pois o povo daqui é super educado no trânsito rsrsr).
A dica que tivemos foi simples: - Mantenha sempre do lado da linha do meio.
Seguimos a dica e deu tudo certo.

Visita a Canberra

Na segunda-feira fomos para Canberra, capital da Austrália que assim como Brasília foi construida para tal. Ficamos 3 dias e simplesmente adoramos. Foram dias bem corridos, mas cheio de novidades e atividades.
A primeira impressão que tivemos foi de uma cidade seca e até dersética, conforme iamos descobrindo, mudamos a nossa opinião.
Apesar de ser a capital, tem pouca gente vivendo lá. A cidade é bem tranquila e achamos que o povo é mais "friendly" que o daqui de Sydney. A atmosfera é de cidade do interior.
Apesar de ter ficado três dias, acho que precisariamos de mais um ou até dois para conhecer tudinho.
No dia que chegamos fomos andar pela cidade para conhecer as ruas, as casas, a cidade.
No segundo dia fomos ao Parliament House, Old Parliament House e National Library of Australia.
No terceiro e último dia, Australian War Memorial, National Museum of Australia e Bairro das Embaixadas (Yarralumla) algumas Embaixadas seguem o estilo arquitetônico do seu país. As que mais gostamos foram da China, Alta Comissão de Papua-Nova Guiné, a do México que tem a Réplica da Pedra do Sol e da Nova Zelandia com as "vaquinhas". A da nossa terrinha não tem nada de especial.
Ainda queriamos ver muito mais, mas o tempo se esgotou e tivemos que voltar.
Canberra não pode ficar fora do roteiro para quem esta conhecendo a Austrália.

Maravilhosa Vista

No domingo o Steve nos indicou para conhecer a Watsons Bay, mas decidimos ir no Aroma Festival, que acontece somente uma vez ao ano e nos pareceu bastante interessante. E foi mesmo, tinha bastante gente, café de todo lugar do planeta, algumas apresentações típicas de cada região do mundo e muito café e chocolate.
Ontem resolvemos aproveitar o dia e ir conhecer o tal local indicado. Fomos, mas sem esperar muita coisa.
Pegamos a balsa no Circular Quay e rapidinho estavamos lá. Quando chegamos fomos ao Gap Park e ficamos simplesmente pasmos com tanta beleza. O lugar é magnífico. Fizemos um picnic e tiramos muitas fotos. Passamos a tarde lá. Na volta viemos de "bumba" e conhecemos uma região que nunca tinhamos ido e nos pareceu bem charmosinha.
Para quem está em Sydney, não deixe de ir na Watsons Bay.
Para ver todas as fotos entre aqui.

English School...

As nossas aulas terminaram na sexta-feira passada, confesso que já estava com o saco bem cheio. Apesar de estar cansada, a escola foi muito boa. Eu que cheguei aqui falando apenas "the books on the table", agora consigo entender as pessoas e ser entedida. Estou longe de um inglês fluente, mas evoluí muito. Já o Má, dá para ser confundido com um australiano, o problema é a cor dos olhos e do cabelo...hehehe
Esta semana ainda vai ser um pouco dura, pois o Má tem exame do IELTS na quinta e no sábado e depois algumas semaninhas para curtir, merecidamente, um pouco mais da Astrália. Afinal estudamos muito mais que imaginavamos e passeamos muito menos que gostariamos.
Segue as fotos do último dia de aula e de algumas pessoas que conhecemos nestes longos seis meses.

"...Tem gente que chega pra ficar, tem (muita) gente que vai pra nunca mais..."

Já estamos perto do fim de nossas aulas, terminamos na próxima semana, e fazendo um balanço de tudo que vivemos, o saldo é muito, mas muito positivo mesmo.
Fomos para aprender a lingua e de quebra conhecemos, muito sobre outros países, suas culturas, comportamentos,...Conhecemos pessoas do mundo inteiro e algumas serão inesquecíveis.
Na escola quase toda semana tem pessoas que inicia e termina o curso. É fantástica esta troca, oxigena e da mais "gás" para estudar.
Quando as pessoas terminavam o curso eu lembrava da música Encontros e Despedidas (Milton Nascimento), para mim ela é a tradução desta nossa experiencia em outro país.



À todos que passaram pelas nossas vidas, muito obrigada por tudo que deixou em nós.

A similaridade dos sons faz cada uma

Esta semana na hora do meu intervalo da escola, eu e duas colegas (Claudia - Brasileira e Miki - Japonesa) estavamos saindo da sala para comprar lanche quando encontramos o Má, que estava me esperando.
Quando a Claudia o viu, falou em português: - Olha quem tá aqui!
E Miki em seguida perguntou para a Claudia, em inglês: - O marido da Patrícia chama Kentaki?

Capoeira levada a sério, claro que não é no Brasil

Os australianos adoram Capoeira, é incrivel como esta modalidade é levada a sério por aqui.
É claro que 80% dos capoerista são brasileiros.
Os capoerista que sairam do Brasil e vieram tentar a vida por aqui estão se dando muito bem e o melhor, ganhando dinheiro e vivendo com o que gostam de fazer.
Tem até Brasileiro contrato pelo governo Australiano para divulgar e trabalhar a modalidade nas escolas públicas.
Na semana passada fiquei sabendo que tem escola de curso técnico, com duração do curso de até 18 meses. Escola séria, reconhecida pelo governo, com 20 horas aulas semanais, uma grade curricular e apresentação de tirar o chapéu.
Agora vocês não imaginam o quanto eu questionei e pensei sobre isso. E a pergunta que rodava na minha cabeça era:
- Como aqui na Austrália (do outro lado do mundo) tem até curso técnico para ser capoerista profissional, reconhecido pelo governo e nós que somos os melhores no mundo nisso não temos nada parecido, nem mesmo damos o devido valor para tal atividade?
Após intermináveis conversas com o Má, chegamos a conclusão que há dois fatores chaves para que a Capoeira no Brasil não se tenha a atenção:
O primeiro: - Claro, somos o país do futebol e somente esta atividade esportiva tem valor e reconhecimento. E o segundo: - Que Capoira no Brasil é "carne de vaca", afinal ginga está no DNA do brasileiro.
Tem um brasileiro na minha sala que foi capoerista há anos no Brasil, mas teve que sair do país pois não dava pra viver com o que ganhava, e ele gosta tanto do que faz que era impossível viver deste ofício lá. Faz seis meses que ele está aqui, se mantendo com a Capoeira, e não preciso dizer que ele nem pensa em voltar a morar no Brasil. Segundo ele, volta ao Brasil apenas para visitar a família.

"...Capoeira que é bom
Não cai!
E se um dia ele cai
Cai bem!...
Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará..."
Vinicius de Moraes

Eita! Que chuvarada...

Final de semana chuvoso, nenhuma atividade outdoor.
Ainda bem que não foi tão frio.
Mas outros weekends virão.

Filme Brasileiro em canal aberto

Ontem assistimos o filme brasileiro Cidade Baixa, com Lázaro Ramos, Wagner Moura e Alice Braga, em um canal aberto de televisão daqui (SBS). Este canal sempre passa filmes de diversos países, inclusive do Brasil. Há uns dois meses atrás passou um filme com a Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, mas não conseguimos assistir, pra variar dormimos.
O filme Cidade Baixa conseguimos assisti-lo todinho, mas achamos que ele tá mais para os filmes antigos produzidos no Brasil, muito sexo e pouca história.
O interessante foi ver a legenda em inglês, vimos o quanto perdemos com a tradução. O duro foi ver a tradução de "gostosa" para gorgeous. Come on!

Festival Vivid Sydney

Está acontecendo aqui em Sydney o Festival Vivid Sydney. No domingo a noite fomos até o Circular Quay para assistir.
É tudo tão lindo e tão encantador, que ficamos apaixonados.
A criançada ia a loucura quando mudava as imagens do Opera e do Museu.São projetadas imagens de artistas no teto do Opera House e na fachada do Museu de Arte Contemporanea.
As imagens mudam a todo tempo. É maravilhoso ver o contorno do Opera House com imagens coloridas e criativas.
O festival vai até dia 14/06, ainda temos tempo pra ver novamente.
Valeu muito, foi muito bom!

Um pouco sobre o Festival:

Vivid Sydney, NSW desenvolvido por em parceria com a cidade de Sydney, será o maior festival internacional da música e da luz no hemisfério sul. Ele vai mostrar a cidade como um importante centro criativo na região Ásia-Pacífico, celebrando a diversidade de Sydney's indústrias criativas.
Vivid Sydney excitantes novas funcionalidades em quatro eventos:
- Luminous
- Smart Light Sydney
- Creative Sydney
- Fire Water
Vivid Sydney Festival começou em maio e fica até meados de junho, e cria irresistíveis histórias através de luz e som; histórias que inspiram e entretem as pessoas, histórias que se combinam para tornar-se único e poderoso na expressão 'Creative Sydney'. Vivid Sydney é investido na criatividade, sonhos e aspirações.
Este novo público vai transformar a cidade em uma tela espetacular da música e da luz no interior e ao redor do Sydney Opera House, The Rocks, Circular Quay e do centro da cidade.

Sim, nós comemos ostras.

No sábado fomos almoçar no Fish Market de novo, daqui a pouco estão nos chamando do pelos nomes, afinal depois que descobrimos o sashimi fresquinho, nossas idas ficaram frequentes. É muito bom sashimi feito na hora, na nossa frente e com os peixes que escolhemos. Hum, delicia total!
A noite fomos jantar no apartamento da Cris e do Guilherme, teve pizza a moda Aussie. Muito boa!!!!!!
Fomos conhecer o ninho do casal e comemorarmos a conquista do trabalho da Cris. O apartamento é acolhedor e aconchegante. É muito bom ver que eles estão começando a estruturar a vida por aqui.
Fomos de carona com a Estela e o Rogério, também casal de brasileiros, muito legais e gente boa pra caramba. Parecia que conhecíamos há anos e olha que foi a primeira vez que nos vimos.
Conversamos de tudo, foi tão prazerosa a noite. Gostamos tanto, mas tanto.
Cris e Guilherme vocês recebem muito bem. Adoramos tudo!
No domingo fomos almoçar na praia, perto da homestay. Fizemos picnic. Foi uma delicia, apesar do tempo estar mais ou menos. Ainda bem que não ventou tanto como da última vez.
Voltamos para a "home" e dormimos o "restinho" da tarde.
A noite assistimos Master Chef.
Mas a noite não acabou aí. Estavamos em nosso quarto, quando o Steve nos chamou para experimentarmos o que ele tinha cozinhado. Não fazíamos a menor ideia do que era. Lá fomos nós, afinal adoramos experimentar sabores novos.
Quando chegamos na cozinha e olhamos para nossos pratos, confesso que pensei: - E agora?
Ele tinha preparado ostras.
Em cada prato tinha duas com bacon e duas sem bacon, ambas em suas respectivas conchas. Comecei pelas com bacon, achei que seria mais fácil. Mas sabe que acabei gostando mais das sem bacon.
O sabor? Hum, gosto de água do mar com um leve sabor de limão e pimenta do reino. Até que é não é tão difícil de comer e tem um certo sabor. Não que eu tenha adorado, mas se precisar comer de novo dá para encarar. Pra deixar claro, se precisar.
O Má comeu, mas disse que não gostou.
Quando terminei comentei com o Má: - Nunca na minha vida eu pensei comer isso, mas até que valeu a pena experimentar. Acho que também nunca tinha passado pela cabeça e pelo paladar do Má, mas valeu!

O que estamos assistindo e gostando muito.

Os programas de televisão daqui estão muito longe de serem bons. Sempre passa filmes legais, mas a qualidade dos programas locais são muito ruins.
No final de semana então é uma catástrofe, somente esporte - o dia inteiro e parte da noite.
Desde que chegamos aqui não tinha nada que nos agradasse, apenas os que já conhecemos - Brothers & Sisters, Super Natural, Lost. Até começamos a nos simpatizar por um programa de dança - Reality Show, mas pegamos no finalzinho e não deu para nos apaixonarmos e nem torcer por alguém.
Há aproximadamente duas semanas atrás começou um novo programa, também do tipo reality show, que estamos simplesmente adorando. Acompanhamos todos os dias, só não passa aos sábados.
O nome do programa é Master Chef.
É muito interessante. O programa é para escolher o melhor chef e o ganhador irá receber $ 100.000,00.
O programa é bem dinâmico, toda semana sai duas pessoas. Um é quem fez o pior prato e o outro é escolhido pelo grupo, mas as pessoas saem em dias diferentes - um na segunda e outro na quarta-feira.
O programa tem o comando de dois chefs e um crítico de gastronomia.
Na sexta-feira tem aula, onde os chefs ensinam preparo de receitas para a turma. Toda vez que vejo eles ensinarem me lembro da Carla e da Paulinha.
No domingo os participantes recebem uma caixa fechada com os ingredientes que eles terão de usar no prato que eles irão preparar, cada um escolhe o que quer fazer, é livre. Eles tem o prazo de 45 minutos. Aqui são escolhidos três participantes para análise do que foi preparado, ninguém é eliminado, quem fez o melhor prato irá escolher o ingrediente para o prato principal.
Domingo é dia de mostrar o talento e cada uma prepara o seu prato e são escolhidos os três melhores e piores do dia, nesta fase são experimentados todos os pratos. Os três piores vão para uma repescagem na segunda-feira e o pior sai do programa.
Ainda não temos um favorito para o prêmio.
O programa é muito envolvente, ainda mais tendo um marido que gosta de cozinhar e principalmente de comer.
Já nos perguntamos porque nenhum canal compra o direito para fazer no Brasil?
Bem, mas enquanto não tem no Brasil, vamos acompanhando por aqui mesmo.
Quando terminar eu coloco aqui o ganhador. Acho que acaba em meados de julho.
Para os que estão assistindo, vale uma aposta de quem gostaria que fosse o ganhador.

Propaganda muito boa

Aqui na Austrália tem muita propaganda ruim e de vez enquando algumas muito boas. Acho que não se faz publicitários como os nossos.
A propaganda que mais gostamos desde que estamos aqui é a do chocolate Cadbury, que ainda está no ar.
É muito bem feita e engraçada.
Leninha e Lisinha acho que a menininha parece a Paulinha Vitória, vejam e depois comentam o que vocês acharam.

Gentileza. Não tem preço!

Ontem o Má estava conversando com o Steve e pediu para ele umas indicações de leitura sobre a Australia.
O Steve procurou em sua estante e não encontrou nada específico e interessante, então indicou pro Má que comprasse de segunda mão que é muito mais barato, os livros são conservados e é muito comum por aqui.
Hoje quando chegamos da escola, o Steve estava com 4 livros no balção da cozinha. Ele mesmo foi até a biblioteca do bairro e trouxe pra nós, sim para nós, pois ele trouxe 3 para o Má e um para mim com muitas fotos, com texto curto e simples.
Achamos o gesto muito gentil.

A homestay, seja bem-vindo!

Como tivemos sorte com a Homestay.
Quando chegamos aqui, viemos certos que iriamos ficar apenas um mês em homestay e depois procurariamos um lugar mais barato e com maior privacidade. Mas as coisas não foram como a gente planejava.
Quando chegamos não tinha ninguém em casa, pois era mais ou menos 9:00 da manhã. De cara o Má teve que usar seu inglês e ligar para o dono da casa (Steve). Ele (Steve) disse onde tinha uma chave e logo entramos.
O nosso quarto estava arrumado, com um monte de papelada sobre os nossos direitos e deveres, carta de boas-vindas, como era o esquema da casa e um que quase choramos ao lermos - Banho somente de 4 minutos. Água aqui é um problema.
Apesar do banho controlado, de cara achamos ótimo, pois a família era pequena, somente o Steve e a Skisha (a cachorra primeira-dama), e a casa era muito confortável.
Mesmo não estando em casa, Steve teve a preocupação de pedir para dois amigos que viesse nos recepcionar, explicar onde tinha lugar para comer e para nos dar boas-vindas e fazer com que sentíssemos acolhidos. E foi assim que sentimos.
Quando o Steve chegou do trabalho, o conhecemos, conversamos e logo ele foi preparar o jantar, de quebra ele é um ótimo cozinheiro.
Realmente nos sentimos a vontade, como se estivessemos em nossa casa.
Com o passar dos dias nossos planos mudaram, resolvemos negociar com ele para ficar toda a nossa jornada na casa dele, e deu certo. Alías ficou ótimo, pois sem a comida inclusa, ele fez um precinho camarada, não encontramos nada melhor.
Tivemos muita sorte, pois muitos de nossos colegas da escola reclamaram de suas homestays, alguns não chegaram completar o primeiro mês e já se mudaram para outro lugar. Acho que só conheci dois ou três casos de pessoas que realmente gostaram.
É claro que não estamos em nossa casa, mas aqui somos respeitados e temos o nosso espaço e privacidade. Nossa relação na casa é muito boa e o melhor de tudo, estamos vivendo com pessoas nativa, com inglês fluente e de quebra muito gente fina.
Já somos até comprimentados pela vizinhança.
No final de semana passado o Steve e a Skisha foram viajar, foram tranquilos sem preocupação em nos deixar sozinhos. Nós ficamos pensamos, poxa nos conhecemos há tão pouco tempo e ele nos deixa na casa sozinhos, então percebemos que isso é paranóia de brasileiros. Pois aqui ele dorme com a porta e portão abertos, e dorme tranquilo. Essa é a vantagem de morar em país que a violência é baixissima, ou quase zero.
Adoramos viver aqui, é claro que já tivemos alguns stresses, mas nada que abalasse nossa relação na casa ou mesmo que nos sentissemos desrespeitados.
Continuaremos nossa jornada aqui, até o final, e isso nos dá muita paz. Afinal é muito bom viver em uma casa harmonica, principalmente estando em terras distantes.

Final de semana relaxing...

Este final de semana foi ótimo, gostosinho e relaxante.
O Steve e a "Primeira Dama" (Skisha, a cachorra) foram viajar, ficarão duas semana fora, ebaaaaa... Não que ele seja chato, mas sem ele ficamos mais a vontade.
No sábado ficamos em casa durante o dia todo. A tarde o Má preparou uns pães de alho para nosso "churras" de domingo em Coogee e assitimos filme, Jogos Mortais 5.
A noite comemos uma pizza no grego. Tem uma pizzaria próxima daqui da homestay que é bem divertido ir comer lá, pois o dono é um grego alegre e fã incondicional do Elvis Presley. Na primeira vez que tivemos lá, ele cantou algumas músicas do Elvis e no final disse em alto e bom tom: -Aqui você come a pizza e não paga nada mais pelo show do Elvis. E até que a pizza é gostosa.
No domingo acordamos cedinho e fomos para Coogee, embora o tempo estivesse meio estranho, quase que para chuva, arriscamos mesmo assim.
Lá encontramos a Cris e o Guilherme. Ficamos em Coogee o dia todo, retornamos no final do dia.
Foi um dia muito agradável, deu uma garoada, mas logo fez sol. Este casal é gente boa pra caramba e foi relaxante passar o dia conversando a beira mar. Eles tinham um monte de histórias pra contar, afinal estão montando a casa deles aqui e embora estejam aqui há quase um ano, ainda há algumas confusões devido a pronuncia da língua.
Como é gostoso passar o dia com pessoas legais e em um lugar bonito.
Chegamos em casa já era noite.
Esta semana promete ser super tranquila, afinal só nós na casa, heheheheheheh
Ah, quase que esqueço, o pão de alho do Má tava uma delícia, o melhor que, eu e ele, já comemos aqui.

Boa semana!