Capoeira levada a sério, claro que não é no Brasil

Os australianos adoram Capoeira, é incrivel como esta modalidade é levada a sério por aqui.
É claro que 80% dos capoerista são brasileiros.
Os capoerista que sairam do Brasil e vieram tentar a vida por aqui estão se dando muito bem e o melhor, ganhando dinheiro e vivendo com o que gostam de fazer.
Tem até Brasileiro contrato pelo governo Australiano para divulgar e trabalhar a modalidade nas escolas públicas.
Na semana passada fiquei sabendo que tem escola de curso técnico, com duração do curso de até 18 meses. Escola séria, reconhecida pelo governo, com 20 horas aulas semanais, uma grade curricular e apresentação de tirar o chapéu.
Agora vocês não imaginam o quanto eu questionei e pensei sobre isso. E a pergunta que rodava na minha cabeça era:
- Como aqui na Austrália (do outro lado do mundo) tem até curso técnico para ser capoerista profissional, reconhecido pelo governo e nós que somos os melhores no mundo nisso não temos nada parecido, nem mesmo damos o devido valor para tal atividade?
Após intermináveis conversas com o Má, chegamos a conclusão que há dois fatores chaves para que a Capoeira no Brasil não se tenha a atenção:
O primeiro: - Claro, somos o país do futebol e somente esta atividade esportiva tem valor e reconhecimento. E o segundo: - Que Capoira no Brasil é "carne de vaca", afinal ginga está no DNA do brasileiro.
Tem um brasileiro na minha sala que foi capoerista há anos no Brasil, mas teve que sair do país pois não dava pra viver com o que ganhava, e ele gosta tanto do que faz que era impossível viver deste ofício lá. Faz seis meses que ele está aqui, se mantendo com a Capoeira, e não preciso dizer que ele nem pensa em voltar a morar no Brasil. Segundo ele, volta ao Brasil apenas para visitar a família.

"...Capoeira que é bom
Não cai!
E se um dia ele cai
Cai bem!...
Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará..."
Vinicius de Moraes

Eita! Que chuvarada...

Final de semana chuvoso, nenhuma atividade outdoor.
Ainda bem que não foi tão frio.
Mas outros weekends virão.

Filme Brasileiro em canal aberto

Ontem assistimos o filme brasileiro Cidade Baixa, com Lázaro Ramos, Wagner Moura e Alice Braga, em um canal aberto de televisão daqui (SBS). Este canal sempre passa filmes de diversos países, inclusive do Brasil. Há uns dois meses atrás passou um filme com a Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, mas não conseguimos assistir, pra variar dormimos.
O filme Cidade Baixa conseguimos assisti-lo todinho, mas achamos que ele tá mais para os filmes antigos produzidos no Brasil, muito sexo e pouca história.
O interessante foi ver a legenda em inglês, vimos o quanto perdemos com a tradução. O duro foi ver a tradução de "gostosa" para gorgeous. Come on!

Festival Vivid Sydney

Está acontecendo aqui em Sydney o Festival Vivid Sydney. No domingo a noite fomos até o Circular Quay para assistir.
É tudo tão lindo e tão encantador, que ficamos apaixonados.
A criançada ia a loucura quando mudava as imagens do Opera e do Museu.São projetadas imagens de artistas no teto do Opera House e na fachada do Museu de Arte Contemporanea.
As imagens mudam a todo tempo. É maravilhoso ver o contorno do Opera House com imagens coloridas e criativas.
O festival vai até dia 14/06, ainda temos tempo pra ver novamente.
Valeu muito, foi muito bom!

Um pouco sobre o Festival:

Vivid Sydney, NSW desenvolvido por em parceria com a cidade de Sydney, será o maior festival internacional da música e da luz no hemisfério sul. Ele vai mostrar a cidade como um importante centro criativo na região Ásia-Pacífico, celebrando a diversidade de Sydney's indústrias criativas.
Vivid Sydney excitantes novas funcionalidades em quatro eventos:
- Luminous
- Smart Light Sydney
- Creative Sydney
- Fire Water
Vivid Sydney Festival começou em maio e fica até meados de junho, e cria irresistíveis histórias através de luz e som; histórias que inspiram e entretem as pessoas, histórias que se combinam para tornar-se único e poderoso na expressão 'Creative Sydney'. Vivid Sydney é investido na criatividade, sonhos e aspirações.
Este novo público vai transformar a cidade em uma tela espetacular da música e da luz no interior e ao redor do Sydney Opera House, The Rocks, Circular Quay e do centro da cidade.

Sim, nós comemos ostras.

No sábado fomos almoçar no Fish Market de novo, daqui a pouco estão nos chamando do pelos nomes, afinal depois que descobrimos o sashimi fresquinho, nossas idas ficaram frequentes. É muito bom sashimi feito na hora, na nossa frente e com os peixes que escolhemos. Hum, delicia total!
A noite fomos jantar no apartamento da Cris e do Guilherme, teve pizza a moda Aussie. Muito boa!!!!!!
Fomos conhecer o ninho do casal e comemorarmos a conquista do trabalho da Cris. O apartamento é acolhedor e aconchegante. É muito bom ver que eles estão começando a estruturar a vida por aqui.
Fomos de carona com a Estela e o Rogério, também casal de brasileiros, muito legais e gente boa pra caramba. Parecia que conhecíamos há anos e olha que foi a primeira vez que nos vimos.
Conversamos de tudo, foi tão prazerosa a noite. Gostamos tanto, mas tanto.
Cris e Guilherme vocês recebem muito bem. Adoramos tudo!
No domingo fomos almoçar na praia, perto da homestay. Fizemos picnic. Foi uma delicia, apesar do tempo estar mais ou menos. Ainda bem que não ventou tanto como da última vez.
Voltamos para a "home" e dormimos o "restinho" da tarde.
A noite assistimos Master Chef.
Mas a noite não acabou aí. Estavamos em nosso quarto, quando o Steve nos chamou para experimentarmos o que ele tinha cozinhado. Não fazíamos a menor ideia do que era. Lá fomos nós, afinal adoramos experimentar sabores novos.
Quando chegamos na cozinha e olhamos para nossos pratos, confesso que pensei: - E agora?
Ele tinha preparado ostras.
Em cada prato tinha duas com bacon e duas sem bacon, ambas em suas respectivas conchas. Comecei pelas com bacon, achei que seria mais fácil. Mas sabe que acabei gostando mais das sem bacon.
O sabor? Hum, gosto de água do mar com um leve sabor de limão e pimenta do reino. Até que é não é tão difícil de comer e tem um certo sabor. Não que eu tenha adorado, mas se precisar comer de novo dá para encarar. Pra deixar claro, se precisar.
O Má comeu, mas disse que não gostou.
Quando terminei comentei com o Má: - Nunca na minha vida eu pensei comer isso, mas até que valeu a pena experimentar. Acho que também nunca tinha passado pela cabeça e pelo paladar do Má, mas valeu!

O que estamos assistindo e gostando muito.

Os programas de televisão daqui estão muito longe de serem bons. Sempre passa filmes legais, mas a qualidade dos programas locais são muito ruins.
No final de semana então é uma catástrofe, somente esporte - o dia inteiro e parte da noite.
Desde que chegamos aqui não tinha nada que nos agradasse, apenas os que já conhecemos - Brothers & Sisters, Super Natural, Lost. Até começamos a nos simpatizar por um programa de dança - Reality Show, mas pegamos no finalzinho e não deu para nos apaixonarmos e nem torcer por alguém.
Há aproximadamente duas semanas atrás começou um novo programa, também do tipo reality show, que estamos simplesmente adorando. Acompanhamos todos os dias, só não passa aos sábados.
O nome do programa é Master Chef.
É muito interessante. O programa é para escolher o melhor chef e o ganhador irá receber $ 100.000,00.
O programa é bem dinâmico, toda semana sai duas pessoas. Um é quem fez o pior prato e o outro é escolhido pelo grupo, mas as pessoas saem em dias diferentes - um na segunda e outro na quarta-feira.
O programa tem o comando de dois chefs e um crítico de gastronomia.
Na sexta-feira tem aula, onde os chefs ensinam preparo de receitas para a turma. Toda vez que vejo eles ensinarem me lembro da Carla e da Paulinha.
No domingo os participantes recebem uma caixa fechada com os ingredientes que eles terão de usar no prato que eles irão preparar, cada um escolhe o que quer fazer, é livre. Eles tem o prazo de 45 minutos. Aqui são escolhidos três participantes para análise do que foi preparado, ninguém é eliminado, quem fez o melhor prato irá escolher o ingrediente para o prato principal.
Domingo é dia de mostrar o talento e cada uma prepara o seu prato e são escolhidos os três melhores e piores do dia, nesta fase são experimentados todos os pratos. Os três piores vão para uma repescagem na segunda-feira e o pior sai do programa.
Ainda não temos um favorito para o prêmio.
O programa é muito envolvente, ainda mais tendo um marido que gosta de cozinhar e principalmente de comer.
Já nos perguntamos porque nenhum canal compra o direito para fazer no Brasil?
Bem, mas enquanto não tem no Brasil, vamos acompanhando por aqui mesmo.
Quando terminar eu coloco aqui o ganhador. Acho que acaba em meados de julho.
Para os que estão assistindo, vale uma aposta de quem gostaria que fosse o ganhador.

Propaganda muito boa

Aqui na Austrália tem muita propaganda ruim e de vez enquando algumas muito boas. Acho que não se faz publicitários como os nossos.
A propaganda que mais gostamos desde que estamos aqui é a do chocolate Cadbury, que ainda está no ar.
É muito bem feita e engraçada.
Leninha e Lisinha acho que a menininha parece a Paulinha Vitória, vejam e depois comentam o que vocês acharam.

Gentileza. Não tem preço!

Ontem o Má estava conversando com o Steve e pediu para ele umas indicações de leitura sobre a Australia.
O Steve procurou em sua estante e não encontrou nada específico e interessante, então indicou pro Má que comprasse de segunda mão que é muito mais barato, os livros são conservados e é muito comum por aqui.
Hoje quando chegamos da escola, o Steve estava com 4 livros no balção da cozinha. Ele mesmo foi até a biblioteca do bairro e trouxe pra nós, sim para nós, pois ele trouxe 3 para o Má e um para mim com muitas fotos, com texto curto e simples.
Achamos o gesto muito gentil.

A homestay, seja bem-vindo!

Como tivemos sorte com a Homestay.
Quando chegamos aqui, viemos certos que iriamos ficar apenas um mês em homestay e depois procurariamos um lugar mais barato e com maior privacidade. Mas as coisas não foram como a gente planejava.
Quando chegamos não tinha ninguém em casa, pois era mais ou menos 9:00 da manhã. De cara o Má teve que usar seu inglês e ligar para o dono da casa (Steve). Ele (Steve) disse onde tinha uma chave e logo entramos.
O nosso quarto estava arrumado, com um monte de papelada sobre os nossos direitos e deveres, carta de boas-vindas, como era o esquema da casa e um que quase choramos ao lermos - Banho somente de 4 minutos. Água aqui é um problema.
Apesar do banho controlado, de cara achamos ótimo, pois a família era pequena, somente o Steve e a Skisha (a cachorra primeira-dama), e a casa era muito confortável.
Mesmo não estando em casa, Steve teve a preocupação de pedir para dois amigos que viesse nos recepcionar, explicar onde tinha lugar para comer e para nos dar boas-vindas e fazer com que sentíssemos acolhidos. E foi assim que sentimos.
Quando o Steve chegou do trabalho, o conhecemos, conversamos e logo ele foi preparar o jantar, de quebra ele é um ótimo cozinheiro.
Realmente nos sentimos a vontade, como se estivessemos em nossa casa.
Com o passar dos dias nossos planos mudaram, resolvemos negociar com ele para ficar toda a nossa jornada na casa dele, e deu certo. Alías ficou ótimo, pois sem a comida inclusa, ele fez um precinho camarada, não encontramos nada melhor.
Tivemos muita sorte, pois muitos de nossos colegas da escola reclamaram de suas homestays, alguns não chegaram completar o primeiro mês e já se mudaram para outro lugar. Acho que só conheci dois ou três casos de pessoas que realmente gostaram.
É claro que não estamos em nossa casa, mas aqui somos respeitados e temos o nosso espaço e privacidade. Nossa relação na casa é muito boa e o melhor de tudo, estamos vivendo com pessoas nativa, com inglês fluente e de quebra muito gente fina.
Já somos até comprimentados pela vizinhança.
No final de semana passado o Steve e a Skisha foram viajar, foram tranquilos sem preocupação em nos deixar sozinhos. Nós ficamos pensamos, poxa nos conhecemos há tão pouco tempo e ele nos deixa na casa sozinhos, então percebemos que isso é paranóia de brasileiros. Pois aqui ele dorme com a porta e portão abertos, e dorme tranquilo. Essa é a vantagem de morar em país que a violência é baixissima, ou quase zero.
Adoramos viver aqui, é claro que já tivemos alguns stresses, mas nada que abalasse nossa relação na casa ou mesmo que nos sentissemos desrespeitados.
Continuaremos nossa jornada aqui, até o final, e isso nos dá muita paz. Afinal é muito bom viver em uma casa harmonica, principalmente estando em terras distantes.

Final de semana relaxing...

Este final de semana foi ótimo, gostosinho e relaxante.
O Steve e a "Primeira Dama" (Skisha, a cachorra) foram viajar, ficarão duas semana fora, ebaaaaa... Não que ele seja chato, mas sem ele ficamos mais a vontade.
No sábado ficamos em casa durante o dia todo. A tarde o Má preparou uns pães de alho para nosso "churras" de domingo em Coogee e assitimos filme, Jogos Mortais 5.
A noite comemos uma pizza no grego. Tem uma pizzaria próxima daqui da homestay que é bem divertido ir comer lá, pois o dono é um grego alegre e fã incondicional do Elvis Presley. Na primeira vez que tivemos lá, ele cantou algumas músicas do Elvis e no final disse em alto e bom tom: -Aqui você come a pizza e não paga nada mais pelo show do Elvis. E até que a pizza é gostosa.
No domingo acordamos cedinho e fomos para Coogee, embora o tempo estivesse meio estranho, quase que para chuva, arriscamos mesmo assim.
Lá encontramos a Cris e o Guilherme. Ficamos em Coogee o dia todo, retornamos no final do dia.
Foi um dia muito agradável, deu uma garoada, mas logo fez sol. Este casal é gente boa pra caramba e foi relaxante passar o dia conversando a beira mar. Eles tinham um monte de histórias pra contar, afinal estão montando a casa deles aqui e embora estejam aqui há quase um ano, ainda há algumas confusões devido a pronuncia da língua.
Como é gostoso passar o dia com pessoas legais e em um lugar bonito.
Chegamos em casa já era noite.
Esta semana promete ser super tranquila, afinal só nós na casa, heheheheheheh
Ah, quase que esqueço, o pão de alho do Má tava uma delícia, o melhor que, eu e ele, já comemos aqui.

Boa semana!